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domingo, 26 de maio de 2019

Meditação: A VIDA ESCONDIDA


Fonte: Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney. Vivendo a Quaresma. Campos dos Goytacazes – RJ: Edições Apostólica, 2010.

1 – Durante a Sua vida terrena, Jesus comprazeu-Se em esconder a divindade sob as aparências humanas, salvo raras exceções, sobretudo nos trinta anos que precederam a Sua vida apostólica, nunca deixou transparecer nada da Sua grandeza, sabedoria e onipotência infinitas. Mais tarde, nos anos da vida pública, quis adaptar-se à maneira tão imperfeita de viver e agir dos Seus apóstolos, Ele que lhes era infinitamente superior. Jesus é verdadeiramente o Deus escondido e ensina-nos, com o Seu exemplo, o valor da vida escondida.

[Pausa...]

Se queres imitar profundamente a humildade de Jesus, deves participar da Sua vida oculta, encobrindo como Ele, tudo quanto possa atrair a atenção e o louvor dos outros, escondendo tudo o que te possa singularizar ou fazer notar, fugindo, tanto quanto te for possível, de qualquer sinal de distinção. “Ama o viver desconhecido e ser tido por nada”, porque assim serás mais semelhante a Jesus “que, sendo Deus, quis tomar a forma de escravo e ser semelhante, no Seu exterior, a um homem qualquer”.

[Pausa...]

O próprio Jesus nos ensinou a prática da vida escondida insistindo em que façamos o bem em segredo, sem ostentação, só para agradar a Deus. Ensina-te assim a guardar segredo sobre a tua vida interior e as tuas relações com Ele: “quando quiseres orar, entra no teu quarto e fecha a porta”. Ensina-te ainda a ocultar aos outros as tuas mortificações e penitências: “quando jejuares, unge a tua cabeça e lava o teu rosto”; ensina-te a não pores em evidência as tuas boas obras: “quando deres esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a direita, porque todos os que fazem as suas boas obras diante dos homens para serem vistos por eles... já receberam a sua recompensa e não terão a recompensa do Pai celeste” (cfr. Mt 6, 1-18).

[Pausa...]

2 – “Agir pura e unicamente para agradar a Deus, sem nunca querer... o testemunho de olhares humanos”, foi o programa de Santa Teresa Margarida do Coração de Jesus, a Santa da vida escondida. Querendo reservar unicamente para Deus o dom completo de si mesma, esforçou-se tanto quanto pode, por esconder aos olhos das criaturas a riqueza da sua vida interior, o heroísmo das suas virtudes, de modo que a sua vida foi a plena realização do lema “viver só com Deus só”.

[Pausa...]

A alma que procura ainda a aprovação, o louvor e a estima das criaturas, não vive só com Deus só, a sua vida interior não poderá ser profunda, nem as suas relações com Deus muito íntimas. Esta alma vive ainda à superfície. E assim preocupada com as aparências externas, com o que os outros poderão pensar ou dizer dela, facilmente se deixará arrastar, na sua maneira de proceder, pelo respeito humano, pelo desejo de conquistar a benevolência e a estima alheias. Por isso, na sua conduta, faltará frequentemente à simplicidade, à pureza de intenção, talvez mesmo à sinceridade. O sobrenatural está nela ainda demasiado mesclado de humano para que possa dominar a sua vida e, de fato, age muitas vezes, não para agradar a Deus e para Lhe dar glória, mas para agradar aos homens, para conquistar-lhes o afeto e alcançar uma posição mais ou menos honrosa.

[Pausa...]

Quando “nos surpreendermos a desejar o que brilha – dizia Santa Tereza do Menino Jesus – enfileiremos humildemente entre os imperfeitos e consideremo-nos almas fracas que Deus deve amparar a cada instante”. E a própria Santa fazia para si este pedido: “Ó Jesus fazei que eu seja calcada aos pés, esquecida como um grão de areia”.

[Pausa...]

domingo, 19 de maio de 2019

Meditação: O PECADO


Fonte: Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney. Vivendo a Quaresma. Campos dos Goytacazes – RJ: Edições Apostólica, 2010.

1 – A essência da perfeição cristã consiste na união com Deus por meio da caridade. Mas, enquanto a caridade, conformando a nossa vontade com a vontade divina, nos une a Deus, o pecado grave, opondo-se diretamente à vontade de Deus, produz o efeito contrário. Por outras palavras, a caridade é a força que une o homem a Deus, e o pecado é a força que o separa de Deus.

[Pausa...]

O pecado grave é, assim, o maior inimigo da vida espiritual, pois não só atenta contra ela, mas destrói-a nos seus elementos constitutivos, caridade e graça. E esta destruição, esta morte espiritual, é a inevitável consequência do pecado, ato com que o homem se separa voluntariamente de Deus, única fonte de vida, de caridade e de graça. Como o ramo não pode viver separado do tronco, assim a alma não pode viver separada de Deus.

[Pausa...]

Se Deus, como causa de todo o ser, está sempre presente na alma do pecador – do mesmo modo como está presente em todas as coisas – contudo não está como Pai, como Hóspede, como Trindade que Se oferece à alma como objeto de conhecimento e amor. Assim a alma, criada para ser templo da Santíssima Trindade, tornou-se voluntariamente incapaz de viver em sociedade com as três Pessoas divinas, fechou ela própria o caminho para a união com Deus e, por assim dizer, constrange Deus a cortar as relações de amizade com ela. E tudo isto por ter preferido o bem limitado e caduco duma criatura miserável, duma satisfação egoísta, dum prazer terreno, ao sumo Bem que é Deus. Eis a malícia do pecado, que repudia o dom divino, que atraiçoa o Criador, o Pai, o Amigo.

[Pausa...]

2 – Se quisermos compreender melhor a malícia do pecado mortal, devemos considerar os seus efeitos desastrosos. Um só pecado transformou Lúcifer, num instante, de anjo de luz em anjo das trevas, em inimigo eterno de Deus. Um só pecado destituiu Adão e Eva do estado de graça e de amizade com Deus, privando-os de todos os dons sobrenaturais e preternaturais, condenando-os à morte e, com eles, toda a humanidade. Um só pecado bastou para cavar um abismo entre Deus e os homens, para impedir ao gênero humano toda a possibilidade de união com Deus.

[Pausa...]

Porém, mais que tudo isto, a Paixão de Jesus diz-nos a grande malícia e a força destruidora do pecado. Os membros dilacerados de Cristo e a Sua dolorosíssima morte de cruz dizem-nos que o pecado é uma espécie de deicídio. Por causa dos nossos pecados, Jesus, o mais formoso dos filhos dos homens, tornou-Se “desprezado, o último dos homens, um homem de dores... Foi ferido por causa das nossas iniquidades” de tal modo que “desde a planta do pé até ao alto da cabeça não há nele nada são” (Is 53, 3-5; 1, 6). O pecado martirizou Cristo e conduziu-o à morte, mas no entanto, Cristo foi para a Paixão e para a morte “porque ele mesmo quis”, porque com Sua morte quis destruir o pecado e restabelecer o homem na amizade divina.

[Pausa...]

Jesus, nossa Cabeça, convida-nos a nós, Seus membros, a associarmo-nos à Sua obra destruidora do pecado: destruí-lo em nós até às suas mais profundas raízes, ou seja, nas suas más tendências, e destruí-lo também nos outros membros. Esta é uma lei de solidariedade, pois que o mal de um é o mal do outro porque cada pecado pesa sobre todo o mundo e tenta deslocar o seu eixo de Deus. Por isso cada cristão – especialmente a alma consagrada a Deus – deve sentir-se profundamente interessado nesta luta contra o pecado e deve combatê-lo com os meios apropriados: com a penitência, com a oração expiatória e sobretudo com o amor. O amor de caridade, se é perfeito, destrói melhor o pecado que o fogo do purgatório, mesmo sem manifestação externa. Eis porque todos os santos puderam converter tantas almas; Deus serviu-Se do fogo da sua caridade para destruir o pecado nos pecadores.

[Pausa...]

domingo, 5 de maio de 2019

Meditação: OS OPERÁRIOS DA VINHA


Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos últimos serão os primeiros

Mt 20, 1-16

Com efeito, o Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para sua vinha.

[Pausa...]

Cerca da terceira hora, saiu ainda e viu alguns que estavam na praça sem fazer nada. Disse-lhes ele: “Ide também vós para minha vinha e vos darei o justo salário”. Eles foram.

À sexta hora saiu de novo e igualmente pela nona hora, e fez o mesmo.

[Pausa...]

Finalmente, pela undécima hora, encontrou ainda outros na praça e perguntou-lhes: “Por que estais todo o dia sem fazer nada?”. Eles responderam: “É porque ninguém nos contratou”. Disse-lhes ele, então: “Ide vós também para minha vinha”.

[Pausa...]

Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse a seu feitor: “Chama os operários e paga-lhes, começando pelos últimos até os primeiros”.

[Pausa...]

Vieram aqueles da undécima hora e receberam cada qual um denário. Chegando por sua vez os primeiros, julgavam que haviam de receber mais. Mas só receberam cada qual um denário. Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo: “Os últimos só trabalharam uma hora... e deste-lhes tanto como a nós, que suportamos o peso do dia e o calor”.

[Pausa...]

O senhor, porém, observou a um deles: “Meu amigo, não te faço injustiça. Não contrataste comigo um denário? Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti.

[Pausa...]

Continuou o senhor da vinha: Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom?”.

[Pausa...]

Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos.

[Pausa...]

O homem rico

Lc 12, 13-21

Os homens se tinham reunido aos milhares em torno de Jesus, de modo que se atropelavam uns aos outros...

Disse-lhe então alguém do meio do povo: “Mestre, diz a meu irmão que reparta comigo a herança”. Jesus respondeu-lhe: “Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós?”.

[Pausa...]

E disse então ao povo: “Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas”.

[Pausa...]

E Jesus propôs-lhe esta parábola:

“Havia um homem rico cujos campos produziam muito. E ele refletia consigo: Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita.

[Pausa...]

Disse então o homem rico: Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens. E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te.

[Pausa...]

Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma.

[Pausa...]

E as coisas, que ajuntaste, de quem serão?

[Pausa...]

Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus”.

[Pausa...]

Meditação: IMPORTÂNCIA DAS BOAS OBRAS


Fonte: Frei Bruno Heuser OFM. História Sagrada do antigo e do novo testamento. 56 ed. Petrópolis: Vozes, 1985.

NOVO TESTAMENTO

PARTE II

A vida pública de Jesus

III. – Segundo ano da vida pública de Jesus

28. Sermão da montanha

15. Importância das boas obras

Nem todos os que me dizem: Senhor, Senhor! Entrarão no reino do céu; mas, sim, os que fazem a vontade de meu Pai, que está no céu; esses entrarão no reino do céu. Por que, pois, me chamais vós: Senhor, Senhor! Se não fazeis o que eu vos digo?

[Pausa...]

Muitos no último dia me dirão: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em vosso nome, não expulsamos os demônios em vosso nome? E, então, eu lhes direi em alta vós: Nunca vos conheci! Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.

[Pausa...]

Eu mostrarei agora com que se parece o que vem a mim, o que ouve e cumpre minhas palavras. É semelhante a um homem que edifica uma casa, cavando bem fundo e lançando os fundamentos sobre a rocha. Sobreveio a inundação, as ondas se precipitaram sobre a casa, e a não puderam abalar. Vieram as chuvas, transbordaram os rios, sopraram os ventos que caíram sobre aquela casa; ela, porém, não ruiu porque estava fundamentada sobre a rocha.

[Pausa...]

Aquele, porém, que ouve estas minhas palavras e não as observa, é semelhante ao homem insensato que edificou sua casa sobre a areia movediça. Veio a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos que caíram sobre aquela casa; e ela desabou imediatamente e grande foi sua ruína.

[Pausa...]

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IV. – Terceiro ano da vida pública de Jesus

66. O moço rico

1. Pergunta do jovem e resposta de Jesus

Um moço rico foi ter com Jesus, prostrou-se diante dele e perguntou-lhe: “Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?” Respondeu-lhe Jesus: “Por que me chamas de bom? Ninguém é bom senão Deus. Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos”. O moço perguntou: “Quais?” Jesus disse-lhe: “Não matarás; não cometerás adultério; não furtarás, não levantarás falso testemunho, honrarás teu pai e tua mãe. E ainda mais: amarás teu próximo como a ti mesmo”. O moço respondeu: “Mestre, tudo isso tenho guardado desde a minha infância. Que me falta ainda?” Então Jesus olhou-o amorosamente e lhe disse: “Uma só coisa te falta. Se queres ser perfeito e ter um tesouro no céu, vai, vende tudo quanto tens e dá-o aos pobres. Depois vem e segue-me”. Ao ouvir estas palavras, o moço retirou-se triste, porque era muito rico.

[Pausa...]

2. Perigo das riquezas

Vendo-o afastar-se tão triste, Jesus olhou ao redor de si e ponderou a seus discípulos: “Quanto é difícil aos ricos entrarem no reino do céu!” Os discípulos ficaram surpresos com estas palavras. Jesus repetiu: “Meus filhinhos, quanto é difícil entrarem no reino do céu aqueles que confiam em seu dinheiro! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus!” Ainda mais admirados, os discípulos perguntavam uns aos outros: “Então, quem poderá salvar-se?” Jesus, porém, olhando para eles, disse: “Aos homens isto é impossível, mas a Deus tudo é possível”.

[Pausa...]

3. Recompensa da pobreza voluntária

Em seguida Pedro tomou a palavra: “Pois bem, deixamos tudo para te seguir. Qual será a nossa recompensa?” Jesus respondeu: “Em verdade vos digo, quando o Filho do Homem voltar e estiver assentado no trono de sua glória, vós, que me seguistes, estareis também assentados em doze tronos e julgareis as doze tribos de Israel. E todo aquele que, por amor de mim, tiver deixado sua casa, os seus irmãos, ou suas irmãs, ou seu pai ou sua mãe, ou sua mulher ou seus filhos, ou seus bens, receberá cem por um aqui e, no século futuro, a vida eterna. Muitos, porém, que hoje são os primeiros, serão os últimos; e os últimos virão a ser os primeiros”.

[Pausa...]