quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

COMUNICADO: Disponíveis os conteúdos do “Pequeno Catecismo da Doutrina Cristã” e do “Segundo Catecismo da Doutrina Cristã”


09-janeiro-2020

Conforme nosso Manifesto TRADICIONALISMO E CATOLICISMO nº 1/2020, de 04 de janeiro de 2020, o “Pequeno Catecismo da Doutrina Cristã” e o “Segundo Catecismo da Doutrina Cristã” são considerados catecismos básicos e essenciais para o aprendizado/ensino da doutrina da fé. Assim, entendemos que o conteúdo dos referidos catecismos deveria e deve continuar sendo transmitido e recebido em todo o orbe. Devido à dificuldade de encontrar tais impressos novos ou usados, decidimos então disponibilizar o conteúdo que tínhamos em mãos. Nossos catecismos impressos estão ficando velhos e alguns sobreviveram a enchentes. Com a valiosíssima colaboração de outras pessoas que reconhecem a importância dos mesmos, conseguimos reunir o conteúdo completo e original destes catecismos. Obviamente, com nossa modesta estrutura, preparamos os arquivos a partir de fotocópias e escaneamentos – o que não está à altura do que mereciam tais catecismos – mas, é o que por ora pudemos fazer, desejando esperançosamente que num futuro próximo alguma editora ou gráfica venha a reimprimi-los na sua integridade, originalidade e esplendor de seu conteúdo, lembrando-se da importância que no passado tiveram para a formação de tantos de nossos antepassados.

O “Pequeno Catecismo da Doutrina Cristã” – considerado por nós como a jóia entre os catecismos – traz, além das lições e tradicionais orações, os principais Cânticos Religiosos Populares (Hinos) utilizados na Igreja do Brasil e que nutriram as almas de várias gerações daqueles que nos antecederam na Fé, e eram executados nas igrejas, capelas, Missas, procissões, reuniões, por todos os lugares do país, por doutos e simples, com retumbante esplendor e fervor, concretizando o que fora dito: “Todas as nações e línguas vêm a Ti, Senhor!”.

O nosso impresso do “Pequeno Catecismo da Doutrina Cristã” carecia de algumas páginas, então recorremos a uma edição alguns anos mais antiga; o conteúdo era exatamente o mesmo – o que pudemos apurar – então, completamos as páginas que faltavam. Abaixo segue o link de acesso ao conteúdo deste catecismo:

  
Nosso impresso do “Segundo Catecismo da Doutrina Cristã”, popularmente conhecido como “Catecismo do Crucificado”, também carecia de algumas de suas páginas. Tivemos acesso a um impresso de uma edição imediatamente anterior deste catecismo, e o conteúdo era exatamente o mesmo e, embora mais velha, a edição anterior estava com seu exemplar em melhor estado de conservação. Então, utilizamos o conteúdo da edição anterior ao do nosso impresso para disponibilização no blog. Nos links abaixo, disponibilizamos o conteúdo completo do “Segundo Catecismo da Doutrina Cristã” [Cada link traz o conteúdo completo do mesmo catecismo, diferindo apenas na qualidade do escaneamento]:

  
  
Tais conteúdos ficarão disponíveis em nossa página Sala de Catecismo e em nossa Biblioteca.

Atenciosamente,

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Manifesto TRADICIONALISMO E CATOLICISMO nº 1/2020 – Sobre o Ciclo Catequético Básico


Apresenta os catecismos considerados básicos e essenciais e maneiras de estudá-los para além da simples leitura.

Santo Antônio de Pádua – RJ, 04 de janeiro de 2020.

CONSIDERANDO que existe um conjunto básico de catecismos essenciais e indispensáveis para o aprendizado e ensino da reta Doutrina Cristã, conforme o costume transmitido e recebido por muitas gerações de católicos e por nós.

CONSIDERANDO que a maioria ou a quase totalidade destes catecismos, bem como seu conteúdo, está ficando esquecida e relegada ao descaso, sendo imensamente difícil a aquisição de tais catecismos em impressos novos ou usados.

CONSIDERANDO como extremamente necessário o conhecimento da Doutrina de Jesus Cristo por meio de Sua Igreja.

CONSIDERANDO a adulteração da Doutrina Cristã que está sendo realizada largamente, inclusive por meio de catecismos apresentados como “católicos”; e a larga propagação de heresias e ensinamentos imorais por leigos, Padres, Bispos etc, inclusive em ambientes, pregações e documentos também tidos por “católicos”.

Tradicionalismo e Catolicismo resolve manifestar quanto segue:

1) Adotamos e defendemos o Ciclo Catequético que recebemos de nossa Paróquia de origem, do Excelentíssimo e Reverendíssimo Bispo Antônio de Castro Mayer, dos Padres tradicionalistas de Campos, de nossos familiares e amigos. Este Ciclo Catequético é constituído pelos seguintes catecismos:

- Catecismo 1: a ser definido pelo Padre;

- Catecismo 2: denominado “Pequeno Catecismo da Doutrina Cristã”;

- Catecismo 3: denominado “Resumo da História Sagrada”;

- Catecismo 4: denominado “Segundo Catecismo da Doutrina Cristã” ou popularmente “Catecismo do Crucificado”;

- Catecismo 5: denominado “História Sagrada do Antigo e do Novo Testamento” ou simplesmente “História Sagrada”, de autoria do Frei Bruno Heuser OFM;

- Catecismo 6: denominado “Catecismo de São Pio X” ou “Catecismo Maior de São Pio X” ou “Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã”.

2) Todos os catecismos acima listados são considerados fundamentais, essenciais e indispensáveis para o ensino e o aprendizado básico da Doutrina Cristã.

3) O catecismo 1 é o único utilizado antes da Primeira Comunhão e, por isso, deve ser apto a preparar crianças e adultos para a mesma. Geralmente é de Perguntas e Respostas, e seu conteúdo costuma ser breve, ou um resumo do catecismo 2. O catecismo 1 deve ser arbitrado pelo Padre responsável pela comunidade, tendo em vista ser este quem vai definir o momento oportuno para conferir a primeira comunhão.

4) Tendo feita a Primeira Comunhão, deve-se imediatamente adquirir o catecismo 2 e iniciar seu estudo. O catecismo 2 é estruturado de tal forma que suas lições são alternadas entre textos e perguntas/respostas.

5) Concluído o estudo do catecismo 2, passa-se para o catecismo 3, que é estruturado em puro texto e consiste numa versão reduzida e resumida do catecismo 5.

6) O catecismo 4 é estruturado integralmente em perguntas e respostas. Assim como no caso de todos os catecismos cujos conteúdos sejam organizados em perguntas e respostas, na hora de tomar a lição, o catequista faz a pergunta e o aluno a responde sem olhar ou ler o escrito. Este catecismo é famoso pelo crucifixo em sua capa, do qual deriva a designação popular de “Catecismo do Crucificado”.

7) O catecismo 5, normalmente conhecido como “História Sagrada”, constitui um texto um pouco mais extenso que os catecismos anteriores, sendo excelente resumo dos livros históricos da Bíblia; e por isso mesmo, é também excelente preparação para o início da leitura bíblica direta.

8) O catecismo 6 é totalmente organizado em perguntas e respostas. É um resumo do “Catecismo Romano” e finaliza o Ciclo Catequético Básico.

9) Os catecismos 1, 2, 4 e 6 tratam mais diretamente da doutrina. Ao passo que os catecismos 3 e 5 expõem a história contida na Bíblia.

10) As lições são previamente marcadas e determinadas pelo Padre ou catequista. Compete ao aluno estudá-la em seu domicílio e compete aos Padres e catequistas aferirem a lição em dia e hora combinados com o aluno, que geralmente costuma ser aos sábados ou domingos nas aulas específicas de catecismo, conforme o costume local.

11) Nas lições em Pergunta/Resposta, o aluno deve responder ao catequista no momento de aferir a lição. Nas lições em puro texto, o catequista faz a leitura da lição e a interrompe em trechos por ele escolhidos; no momento em que o catequista interrompe a leitura, o aluno deve continuar o texto, falando-o ao catequista, sem olhar o escrito, até que o catequista retome a leitura. Dessa forma, as perguntas devem ser decoradas e os textos devem ser lidos quantas vezes forem necessárias para memorização por parte do aluno. Se o catequista entender que o aluno não estudou ou não aprendeu suficientemente a lição, manda que o aluno repita o estudo da lição, que será então aferida novamente na próxima oportunidade.

12) A família e o lar são indispensáveis ao aluno, pois é neste ambiente doméstico que ele estuda e aprende as lições dos catecismos. Nas igrejas, capelas e salões paroquiais são ambientes onde ocorrem as aulas de catecismo ministradas por um Padre ou catequista designado. São nestes últimos ambientes em que o catequista tomará a lição que os alunos estudaram em suas casas, para avaliá-los. A tomada de lição é individual e cada aluno deve esperar sua vez. Geralmente as lições são tomadas ao final das aulas de catecismo. Assim, um é o assunto da aula comum de catecismo e outro o assunto da lição individual do aluno.

13) Quando o aluno não domina a leitura – o que é bastante comum entre crianças – ele necessitará que seus familiares estudem com ele as lições dos catecismos. Neste processo, o responsável vai gradativamente lendo os trechos da lição e, em seguida, manda que o aluno repita o que o responsável falou. Estas alternâncias de fala e audição entre o responsável e o aluno prolongam-se pelo tempo que for necessário até que o aluno consiga memorizar a lição e seja capaz de dizê-la sem olhar o escrito.

14) Enquanto o aluno for menor de dezoito anos e estiver na dependência de seus responsáveis, nunca é tarde para ingressar no Ciclo Catequético Básico. Contudo, recomenda-se que, no máximo aos seis anos de idade já esteja estudando o catecismo 1; aos sete anos de idade, aproximadamente, faça sua Primeira Comunhão e inicie o estudo do catecismo 2 e, sucessivamente, dos demais catecismos; e, aos dezessete anos, já esteja familiarizado com o catecismo 6 e concluído o Ciclo Básico.

15) Como os referidos catecismos são considerados aqui textos fundamentais, entende-se que devem ser recordados e relidos por todos, inclusive por aqueles que os estudaram na infância.

16) E, tendo em vista a importância dos referidos catecismos, o blog resolve que fará todo o possível para disponibilizar tais conteúdos a seus leitores.

sábado, 28 de dezembro de 2019

Catecismo: 7 – A IMACULADA CONCEIÇÃO


Quem é Nossa Senhora?

É Maria Santíssima, Mãe de Deus, porque é Mãe de Jesus Cristo, que é Deus. É também Mãe do Salvador, porque Jesus Cristo é nosso Salvador.

Nossa Senhora tomou parte na vitória de Jesus contra o demônio?

Sim. Por isso Ela é chamada Corredentora.

Por que Nossa Senhora é chamada a Imaculada Conceição?

Porque ela nunca teve o pecado original.

Que aconteceu depois da morte de Nossa Senhora?

Ela foi elevada aos Céus pelos Anjos com o corpo e alma.

Como é chamada a subida de Nossa Senhora ao Céu?

É chamada Assunção.




Prática: Não dizer palavrões, para não entristecer a Mãe do Céu, que é puríssima.

sábado, 30 de novembro de 2019

Catecismo: A PROMESSA DO SALVADOR



Devido à sua desobediência, Adão e Eva ficaram escravos do demônio. Mas Deus teve pena deles. E prometeu que uma MULHER esmagaria a cabeça da serpente infernal e que o Filho dEla seria o Salvador dos homens. Esta Mulher é NOSSA SENHORA. O Salvador é Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem.

Na sua vitória contra o demônio, Jesus quis que sua MÃE tivesse parte. Para isso fê-la Santíssima. Ela nunca teve pecado nenhum, nem o pecado original. Ela é IMACULADA desde a sua conceição.

Assim como a soberba e a desobediência de Eva causaram a nossa perdição, a humildade e a obediência de MARIA nos trouxeram a Jesus, que é a nossa salvação.




Jaculatória: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Pode um rito de Missa ter danças?


Pode um rito de Missa ter danças?

1) Conforme Manual dos Acólitos etc:

1- Que é liturgia?

É o conjunto dos ritos prescritos [determinados/ordenados] pela Igreja para o exercício do culto público.

No antigo Testamento, a ordenação dos ritos era transmitida por Deus a Moisés e outros Profetas. No Novo Testamento, é a Igreja que cuida desta ordenação, porém não de forma arbitrária, mas seguindo a Revelação que dos Apóstolos recebera, isto é, Escritura e Tradição.

A Liturgia não é para atender necessidades, interesses ou objetivos humanos, mas sim para atender a uma “necessidade” divina de Deus que pede e exige culto. O culto Dele tem que ser como Lhe agrada, e não como agrada aos povos; daí, ser Ele o próprio autor de Sua Liturgia.

2- Que são lugares sagrados?

São lugares destinados ao culto divino.

3- Quais são os lugares sagrados?

São as igrejas, os mosteiros, os conventos e os cemitérios.

4- Que é a Santa Missa?

É a renovação incruenta do Sacrifício da Cruz. O Santo Sacrifício da Nova Lei, a renovação do Sacrifício da Cruz, o centro de toda a Liturgia Católica.

Por isso, São Paulo declara: “Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha.” (1 Cor 11, 26).

Na Igreja Católica, não é e nunca fôra a Missa uma manifestação folclórica, artística ou cultural - de qualquer povo que seja.

5- Que são as partes fixas da Missa?

São aquelas que se repetem em todas as Missas.

6- Quais são?

Orações ao pé do altar, Kyrie, Glória, Credo, Ofertório, Cânon, orações da Comunhão e últimas orações da Missa.

7- Que são as partes móveis da Missa?

São as partes que variam em cada festividade.

8- Quais são?

Intróito, Coletas, Gradual, Aleluia, Trato, Evangelho, Epístola, Antífona do Ofertório, Secretas, Prefácio, Comunhão e Post-communio.

9- Qual é a língua litúrgica de toda a Igreja Ocidental?

Desde a origem do cristianismo foi o latim, que era falado na Itália, na África e nas províncias do Ocidente, conquistadas pelo exército romano.

Frise-se que o Rito é Romano; não é brasileiro, italiano, português, africano, guarani etc.

10- Quais são as finalidades da Missa?

A Santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, oferecido em nossos altares, em memória do Sacrifício da Cruz. O Santo Sacrifício da Missa é oferecido: 1º para adorar e glorificar a Deus; 2º para agradecer a Deus os benefícios recebidos; 3º para obter de Deus o perdão dos pecados; 4º para pedir a Deus graças e favores.

A Missa é a melhor devoção que um cristão pode ter: a que mais agrada a Deus; a que mais alivia as almas do purgatório e que mais graças nos alcança do céu.

2) Colocadas a definição e as finalidades da Missa, pergunta-se:

Pode um Rito de Missa ter danças?

Absolutamente não. Em rito nenhum, em lugar nenhum e em tempo nenhum. E onde tenham sido inseridas devem-se retirá-las. Por quê?

Porque o centro da Missa é a consagração, em que se realiza de forma incruenta e misteriosa o Sacrifício do Calvário. Todo o ritual da Missa gravita em torno do Sacrifício de Cristo e, exatamente por isso, não pode assimilar ou acolher o que seja alheio ou estranho a este Sacrifício.

Neste sentido, Pio XII, consoante a Tradição da Igreja, chama a atenção de como os fiéis e Sacerdotes devem participar da Missa, e isto vale para todos os tempos e todos os ritos da Igreja – o “fogo” ou sentimento ou intenção ou espírito com que os fiéis devem participar da Missa:

“É necessário, pois, veneráveis irmãos, que todos os fiéis tenham por seu principal dever e suma dignidade participar do santo sacrifício eucarístico, não com assistência passiva, negligente e distraída, mas com tal empenho e fervor que os ponha em contato íntimo com o sumo sacerdote, como diz o Apóstolo: ‘Tende em vós os mesmos sentimentos que Jesus Cristo experimentou’ (Fl 2,5), oferecendo com ele e por ele, santificando-se com ele.” (Pio XII, Mediator Dei, n. 73).

“É bem verdade que Jesus Cristo é sacerdote, mas não para si mesmo, e sim para nós, apresentando ao Eterno Pai os votos e sentimentos religiosos de todo o gênero humano; Jesus é vítima, mas por nós, substituindo-se ao homem pecador; ora, o dito do Apóstolo: ‘Alimentai em vós os mesmos sentimentos que existiram em Jesus Cristo’ exige de todos os cristãos que reproduzam em si, enquanto está em poder do homem, o mesmo estado de alma que tinha o divino Redentor quando fazia o sacrifício de si mesmo, a humilde submissão do espírito, isto é, a adoração, a honra, o louvor e a ação de graças à majestade suprema de Deus; requer, além disso, que reproduzam em si mesmos as condições da vítima: a abnegação de si conforme os preceitos do evangelho, o voluntário e espontâneo exercício da penitência, a dor e a expiação dos próprios pecados. Exige, em uma palavra, a nossa morte mística na cruz com Cristo, de modo que possamos dizer com Paulo: ‘Estou crucificado com Cristo na cruz’ (Gl 2,19)” (Pio XII, Mediator Dei, n. 74).

“Fazei, Senhor, que participemos do Santo Sacrifício com a mesma fé e o mesmo amor que tiveram os Apóstolos, quando assistiram à sua instituição e também com o mesmo espírito de sacrifício e de reparação que teve a Santíssima Virgem Maria, quando assistiu, ao pé da Cruz, à Paixão e Morte de seu Divino Filho” (S. Afonso de Ligório).

Neste sentido, a Igreja Católica sempre proibira a inserção nos ritos não somente de danças típicas, mas também de tudo o que é alheio ao Sacrifício da Missa. Lembrando que não somente os nativos da África como também os da América, Europa e Ásia possuem suas festas, danças, músicas, instrumentos musicais, folclore etc.

3) Necessário se faz passar pelas narrativas do Evangelho:

“No primeiro dia dos ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: ‘Onde queres que preparemos a ceia pascal?’. Respondeu-lhes Jesus: ‘Ide à cidade, à casa de um tal, e dizei-lhe: O Mestre manda dizer-te: Meu tempo está próximo. É em tua casa que celebrarei a Páscoa com meus discípulos’. Os discípulos fizeram o que Jesus tinha ordenado e prepararam a Páscoa. Ao declinar da tarde, pôs-se Jesus à mesa com os doze discípulos. Durante a ceia, disse: ‘Em verdade vos digo: um de vós me há de trair’. Com profunda aflição, cada um começou a perguntar: ‘Sou eu, Senhor?’. Respondeu ele: ‘Aquele que pôs comigo a mão no prato, esse me trairá. O Filho do Homem vai, como dele está escrito. (...)’. Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: ‘Tomai e comei, isto é meu corpo’. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: ‘Bebei dele todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados. Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai’. Depois do canto dos Salmos, dirigiram-se eles para o monte das Oliveiras. Disse-lhes então Jesus: ‘Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersas (Zc 13, 7). Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galiléia’. Pedro interveio: ‘Mesmo que sejas para todos uma ocasião de queda, para mim jamais o serás’. Disse-lhe Jesus: ‘Em verdade te digo: nesta noite mesma, antes que o galo cante, três vezes me negarás’ (...) Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: ‘Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar’. E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes, então: ‘Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo’. Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: ‘Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia, não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres’. Foi ter então com os discípulos e os encontrou dormindo. E disse a Pedro: ‘Então, não pudestes vigiar uma hora comigo... Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca’. Afastou-se pela segunda vez e orou, dizendo: ‘Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua vontade!’. Voltou ainda e os encontrou novamente dormindo, porque seus olhos estavam pesados. Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Voltou, então, para os seus discípulos e disse-lhes: ‘Dormi agora e repousai! Chegou a hora: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores... Levantai-vos, vamos! Aquele que me trai está perto daqui’.” (Mt 26, 17-46)

“No primeiro dia dos Ázimos, em que se imolava a Páscoa, perguntaram-lhe os discípulos: ‘Onde queres que preparemos a refeição da Páscoa?’. Ele enviou dois de seus discípulos, dizendo: ‘Ide à cidade (...) dizei ao dono da casa: O Mestre pergunta: Onde está a sala em que devo comer a Páscoa com os meus discípulos? E ele vos mostrará uma grande sala no andar superior, mobiliada e pronta. Fazei ali os preparativos’. Partiram os discípulos para a cidade e acharam tudo como Jesus lhes havia dito, e prepararam a Páscoa. Chegando a tarde, dirigiu-se ele para lá com os Doze. E enquanto estavam sentados à mesa e comiam, Jesus disse: ‘Em verdade vos digo: um de vós que come comigo me há de entregar’. Começaram a entristecer-se e a perguntar-lhe, um após outro: ‘Porventura sou eu?’. Respondeu-lhes ele: ‘É um dos Doze, que se serve comigo do mesmo prato. O Filho do Homem vai, segundo o que dele está escrito...’. Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu-lhe, dizendo: ‘Tomai, isto é o meu corpo’. Em seguida, tomou o cálice, deu graças e apresentou-lhe, e todos dele beberam. E disse-lhes: ‘Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos. Em verdade vos digo: já não beberei do fruto da videira até aquele dia em que o beberei de novo no Reino de Deus’. Terminado o canto dos Salmos, saíram para o monte das Oliveiras. E Jesus disse-lhes: ‘Vós todos vos escandalizareis, pois está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas serão dispersas (Zc 13, 7). Mas depois que eu ressurgir, eu vos precederei na Galiléia’. Entretanto, Pedro lhe respondeu: ‘Ainda que todos se escandalizem de ti, eu, porém, nunca!’. Jesus disse-lhe: ‘Em verdade te digo: hoje, nesta mesma noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me terás negado’ (...) Foram em seguida para o lugar chamado Getsêmani, e Jesus disse a seus discípulos: ‘Sentai-vos aqui, enquanto vou orar’. Levou consigo Pedro, Tiago e João; e começou a ter pavor e a angustiar-se. Disse-lhes: ‘A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai’. Adiantando-se alguns passos, prostrou-se com a face por terra e orava que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. ‘Aba! (Pai!), suplicava ele. Tudo te é possível; afasta de mim este cálice! Contudo, não se faça o que eu quero, senão o que tu queres.’. Em seguida, foi ter com seus discípulos e achou-os dormindo. Disse a Pedro: ‘Simão, dormes? Não pudeste vigiar uma hora! Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca’. Afastou-se outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras. Voltando, achou-os de novo dormindo, porque seus olhos estavam pesados; e não sabiam o que lhe responder. Voltando pela terceira vez, disse-lhes: ‘Dormi e descansai. Basta! Veio a hora! O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. Lenvantai-vos e vamos! Aproxima-se o que me há de entregar’.” (Mc 14, 12-42)

“Raiou o dia dos pães sem fermento, em que se devia imolar a Páscoa. Jesus enviou Pedro e João, dizendo: ‘Ide e preparai-nos a ceia da Páscoa’ (...) Foram, pois, e acharam tudo como Jesus lhes dissera; e prepararam a Páscoa. Chegada que foi a hora, Jesus pôs-se à mesa, e com ele os apóstolos. Disse-lhes: ‘Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer. Pois vos digo: não tornarei a comê-la, até que ela se cumpra no Reino de Deus’. Pegando o cálice, deu graças e disse: ‘Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Pois vos digo: já não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus’. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: ‘Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim’. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: ‘Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós... . Entretanto, eis que a mão de quem me trai está à mesa comigo. O Filho do Homem vai, segundo o que está determinado...’ (...) Pedro disse-lhe: ‘Senhor, estou pronto a ir contigo tanto para a prisão como para a morte’. Jesus respondeu-lhe: ‘Digo-te, Pedro, não cantará hoje o galo, até que três vezes hajas negado que me conheces’ (...) Conforme o seu costume, Jesus saiu dali e dirigiu-se para o monte das Oliveiras, seguido dos seus discípulos. Ao chegar àquele lugar, disse-lhes: ‘Orai para que não caiais em tentação’. Depois se afastou deles à distância de um tiro de pedra e, ajoelhando-se, orava: ‘Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua’. Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo. Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. Depois de ter rezado, levantou-se, foi ter com os discípulos e achou-os adormecidos de tristeza. Disse-lhes: ‘Por que dormis? Levantai-vos, orai, para não cairdes em tentação’. Ele ainda falava, quando apareceu uma multidão de gente; e à testa deles vinha um dos Doze...” (Lc 22, 7-47)

COMENTÁRIO: Existe no que fora narrado algum indício ou clima ou motivo ou espírito ou sentimento para festa, comemoração, “alegria” ou danças?



sábado, 16 de novembro de 2019

Catecismo: 6 – DO PECADO ORIGINAL


Em que estado Deus criou Adão e Eva?

No estado de graça e inocência. Eles eram amigos de Deus. Não deviam sofrer nem morrer.

Adão e Eva conservaram este estado?

Não, porque desobedeceram a Deus comendo um fruto que Ele tinha proibido comer.

Que aconteceu a Adão e Eva depois do pecado?

Eles perderam a amizade de Deus, e ficaram sujeitos ao sofrimento e à morte.

Como se chama o pecado de Adão?

Esse pecado é chamado pecado original.

Todos nós contraímos o pecado original?

Sim, exceto Maria Santíssima, todos nós contraímos o pecado original.

Como a pessoa fica limpa do pecado original?

Pelo Batismo.

A criança que morre sem o Batismo vai para o Inferno?

Não. Vai para o limbo, onde não vê a Deus.




Prática: Evitar as más companhias, para não cometer pecado.

sábado, 2 de novembro de 2019

Catecismo: O PECADO DE ADÃO E EVA



Deus fez Adão e Eva felizes. Eram sábios, não sofriam nada, não deviam morrer. Deus fez mais ainda: deu-lhes a graça. Com a graça tornaram-se filhos de Deus, santos, e podiam ir para o Céu.

Mas Deus quis ver se Adão e Eva eram humildes e obedientes. Deu-lhes uma ordem: proibiu que comessem do fruto de uma árvore do jardim. Só de uma.

Infelizmente, o demônio, com inveja da felicidade do homem, convidou Eva a desobedecer. E Eva desobedeceu. Comeu do fruto e levou Adão a comer também.

Como castigo da desobediência, Adão e Eva perderam a graça, deixaram de ser filhos de Deus e não podiam mais entrar no Céu. Passaram a sentir fome e sede e todos os males, e viram que iriam morrer. E todos os descendentes de Adão e Eva participam da desgraça deles. Nisso é que consiste o pecado original. Só MARIA SANTÍSSIMA faz exceção.




Jaculatória: Meu Deus, fazei-me humilde e obediente.

sábado, 6 de julho de 2019

Leitura Espiritual: LÍRIO ENTRE ESPINHOS



Em meio à onda de devassidão que assola o mundo de hoje, a virtude da pureza está se tornando uma pérola rara e mais preciosa. Por isso vale a pena recordar a vida de uma santa, cuja memória Igreja celebra no próximo dia 6, Santa Maria Goretti, mártir da pureza.

Santa Maria Goretti, denominada a Santa Inês do século XX, foi assassinada em 6 de julho de 1902, com cerca de 12 anos de idade, porque preferiu morrer a ofender a Deus, pecando contra a castidade, como a queria forçar seu assassino. Ela era uma menina de família católica, de boa formação. Tive a graça de visitar, por duas vezes, o local do seu martírio.

Belíssimas as palavras do Papa Pio XII a seu respeito: “Santa Maria Goretti pertence para sempre ao exército das virgens e não quis perder, por nenhum preço, a dignidade e a inviolabilidade do seu corpo. E isso não porque lhe atribuísse um valor supremo, senão porque, como templo da alma, é também templo do Espírito Santo. Ela é um fruto maduro do lar cristão, onde se reza, onde se educam os filhos no temor de Deus e na obediência aos pais. Que o nosso debilitado mundo aprenda a honrar e a imitar a invencível fortaleza desta jovem virgem”.

Seu assassino, Alessandro Serenelli, então com 20 anos, passou 30 anos na prisão e, graças às orações e ao perdão da santa, arrependeu-se e se converteu, morrendo santamente aos 89 anos num convento dos padres capuchinhos em 6 de maio de 1956.

Ele escreveu o livro “O Punhal de tantos remorsos”, onde diz: “Aos 20 anos, cometi um crime passional, de que agora tenho horror só em recordá-lo. Maria Goretti, agora santa, foi o anjo bom que a Providência colocou no meu caminho para me salvar. Peço perdão ao mundo pelo ultraje feito à mártir Maria Goretti e à pureza. Exorto a todos a se manterem afastados dos espetáculos imorais, dos perigos e das ocasiões que podem conduzir ao pecado. Eu gostaria que os que lessem esta carta (seu testamento) aprendessem a fugir do mal e a fazer sempre o bem. Pensassem desde crianças que a religião, com seus preceitos, não é algo de que se possa prescindir, senão o verdadeiro alento, o único caminho seguro em todas as circunstâncias da vida, até as mais dolorosas”.

Santa Maria Goretti e muitas outras santas e santos que viveram sua pureza e castidade são exemplo para todos, especialmente em meio à lama de impureza que nos cerca de todos os lados, especialmente pelos espetáculos e pelos meios de comunicação.

Eu recordo as graves palavras do saudoso Dom Lucas Moreira Neves, acusando a Televisão, o que poderíamos aplicar também a certos sites da Internet, pela onda de impureza que traz para dentro dos lares: “Acuso-a de ministrar copiosamente a violência e a pornografia. A primeira é servida em filmes para todas as idades. A segunda impera, solta, em qualquer gênero televisivo: telenovelas, entrevistas, programas ditos humorísticos, spots publicitários e clips de propaganda. A TV brasileira está formando uma geração de voyeurs, uma geração de debilóides. Acuso-a de ser corruptora de menores”.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Catecismo: 5 – CRIAÇÃO DO HOMEM


Que é o homem?

É uma criatura composta de alma e corpo; pensa e quer, tem ideia e desejo.

Como criou Deus o primeiro homem?

Deus criou o primeiro homem formando o seu corpo de barro e dando a esse corpo uma alma imortal.

Como se chamou o primeiro homem?

O primeiro homem chamou-se Adão.

Como se chamou a primeira mulher?

A primeira mulher chamou-se Eva.

Como Deus criou Eva?

Deus fez Adão dormir e neste tempo tirou dele uma costela, de que formou o corpo de Eva, e lhe deu uma alma semelhante à de Adão.

Descendem todos os homens de Adão e Eva?

Sim; por isso somos todos irmãos.

Para que fim foi criado o homem?

Para conhecer, amar e servir a Deus neste mundo; e depois ser feliz para sempre no Céu.




Prática: Tratar bem os outros, porque somos todos filhos de Deus e irmãos em Jesus Cristo.

sábado, 15 de junho de 2019

Catecismo: OS PRIMEIROS PAIS



O mundo todo foi feito por Deus: a luz, o sol, a lua, as estrelas, os mares, os bichos, os passarinhos, os peixes. Tudo.

Mas Deus não fez tudo de uma vez só. Ele levou seis dias, ou seis períodos de tempo, para fazer o mundo. No sétimo dia, Ele descansou. Por isso, nós não trabalhamos no domingo. É o DIA DE DEUS.

No último dia da criação, quando a Terra estava bem bonita, bem enfeitada, Deus fez o homem: fez o corpo do barro e deu-lhe uma alma imortal, à sua imagem e semelhança. Portanto, o homem é semelhante a Deus, não pelo corpo, porque Deus não tem corpo. Pela nossa alma é que nos parecemos com Deus, que é só espírito. Deus chamou ao primeiro homem de Adão.

Depois fez Adão dormir, tirou-lhe uma costela, fez com ela o corpo da primeira mulher, a quem chamou de Eva, isto é, mãe de todos os viventes.

Adão e Eva são os primeiros pais de todo o gênero humano.




Jaculatória: Meu Deus, dou-Vos graças por me terdes criado.

(NOTA NOSSA: O objetivo é transcrever as lições do Pequeno Catecismo da Doutrina Cristã de forma integral, incluindo as Jaculatórias ou Práticas ao final de cada lição. Não concordamos com esta Jaculatória, por isso não a fazemos nossa. Quem desejar, fique à vontade para utilizá-la. Não pretendemos adentrar nesta matéria.)